A personalidade na balança
Novas pesquisas revelam como o seu jeito de ser pode levar você a engordar.
E especialistas apontam o que fazer para domar o seu temperamento e emagrecer.
Você poderia dizer, agora, quais são os traços mais marcantes da sua personalidade? Se nunca deu muita atenção a assuntos dessa natureza e está lutando com a balança para eliminar alguns quilos incorporados à sua silhueta nos últimos anos, comece a considerar a possibilidade de pensar sobre isso. A razão? Sua personalidade pode estar engordando você. É o que afirma um dos mais importantes trabalhos científicos sobre obesidade já realizados até hoje. Por 50 anos, um grupo de pesquisadores americanos mediu o índice de massa corporal (IMC, uma medida que avalia a relação entre peso e altura) de uma população de 1.998 pessoas do Estado de Baltimore, nos Estados Unidos, e cruzou esses dados com avaliações psicológicas. Para identificar os traços de cada um dos voluntários do estudo, os pesquisadores avaliaram características como a disponibilidade para novas experiências, a sensibilidade aos sentimentos dos outros, a extroversão, a capacidade de concordar e discordar e os níveis de preocupação.
Após mais de 15 mil checagens e medidas ao longo de cinco décadas, chegaram à conclusão de que o temperamento tem sim fortes conexões com as chances de desenvolver a obesidade ao longo da vida e pode ser o seu passe de entrada para o clube dos gordinhos na vida adulta. “Pela primeira vez, mostramos que há uma variedade de traços de personalidade que estão relacionados com o ganho de peso e que cada uma dessas características contribui para isso de uma maneira diferente”, disse à ISTOÉ a pesquisadora Angelina Sutin, do Instituto Nacional do Envelhecimento, coordenadora do trabalho.
(…)Agora, é oficial. Características como a impulsividade, a generosidade, o perfeccionismo e o neuroticismo predispõem as pessoas ao ganho de peso. Expressão pouco usual em português, neuroticismo significa uma tendência geral a experimentar mais as emoções negativas como tristeza, medo, culpa, raiva e vergonha, o que deixa a pessoa emocionalmente vulnerável.
O trabalho de Baltimore assinala ainda que a inclinação a desempenhar muitas tarefas ao mesmo tempo, especialmente quando se está sentado à mesa para uma refeição, e a dificuldade para dormir, seja por privação do sono ou por ser mais notívago, igualmente abrem a porta para o maior consumo de calorias. Ser mais extrovertido, amigável e disponível para situações inusitadas foi mais uma faceta que se sobressaiu nessa investigação. “Na amostra estudada, essas pessoas também mostraram tendência a pesar mais”, diz a estudiosa americana.
Para visualizar o artigo na íntegra acesse a fonte:
www.istoe.com.br/reportagens/189259_A+PERSONALIDADE+NA+BALANCA
Como o ESTRESSE faz você ENGORDAR!
A ciência descobre que as mudanças no organismo causadas pela tensão diária levam ao ganho de peso.
Fonte: Revista IstoÉ / Agosto 2010
Por mais de uma década pairou sobre o estresse a suspeita de influenciar diretamente o ganho de peso. Ela estava baseada principalmente na observação cotidiana de especialistas como o endocrinologista paulista Alfredo Halpern, chefe do Serviço de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP) e um dos mais experientes da área. “Sempre percebi que ele é um fator muito importante para a maioria dos pacientes que atendo”, diz. Mas não havia provas científicas disso. Agora há. Elas emergem de diversos estudos mundiais financiados por entidades (…) com a finalidade de encontrar intervenções efetivas contra a epidemia de obesidade – um problema que atinge, atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo. A estimativa é ainda mais preocupante se forem contabilizados os indivíduos com sobrepeso. “O número sobe para cerca de 1,5 bilhão”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, recém-eleito presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).
Nos trabalhos, o estresse tem surgido como um dos mais fortes responsáveis pela subida dos ponteiros da balança. Um exemplo é o estudo realizado por Diana Fernandez, da área de medicina preventiva da Universidade de Rochester, nos EUA. Ela observou 2.782 empregados de uma fábrica de Nova York e constatou que o estresse vivenciado em uma fase de demissões aumentou muito a procura por comidas ricas em gorduras e calorias – elas desapareciam rapidamente das máquinas onde eram vendidas. Mas as complicações causadas pelo estresse foram além. Os trabalhadores disseram não ter tempo para comer bem ou fazer atividade física na hora do almoço porque tinham medo de sair de suas mesas de trabalho por muito tempo. Cansados física e emocionalmente, à noite a maioria se dedicava a ver televisão. “Os que assistiram a quatro horas por dia ou mais tiveram 150% mais chances de se tornar obesos”, disse a especialista à ISTOÉ. (…)
Por causa de achados como esses, muitos especialistas começam a defender mudanças nos relacionamentos pessoais e profissionais – visando à diminuição do estresse – também com o objetivo de conter o avanço da obesidade. “Os resultados devem ser levados em conta na formulação de estratégias contra o problema”, diz Carol Shively, da Wake Forest Baptist Medical Center. Uma das propostas é que os programas de bem-estar no trabalho examinem a estrutura organizacional e forneçam meios práticos para minimizar o estresse. Além disso, é necessário dar condições para romper o sedentarismo. Uma delas, praticada por poucas empresas no Brasil, é ter uma área equipada para as pessoas se exercitarem antes, durante ou depois do expediente.
Comprovada a conexão estresse-obesidade, a pergunta que surge é: por quais mecanismos ele resulta em ganho de peso? À luz das recentes descobertas, é possível depreender que ele modifica as respostas do corpo à comida de uma forma extremamente intensa. “Está ficando claro que o estresse crônico altera as respostas do organismo e leva à obesidade”, afirma a endocrinologista Maria Fernanda Barca, do Grupo de Tireoide do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Os estudos estão mostrando que as transformações impostas pelo estresse e que resultarão nos quilos a mais ocorrem em diversas frentes. A mais importante, com repercussões bastante amplas, está relacionada aos níveis de cortisol. O hormônio está associado ao estado de prontidão do organismo. Seus níveis sobem algumas horas antes de acordarmos por ordem do hipotálamo, uma estrutura localizada na base do cérebro que recebe informações do corpo e regula as nossas reações. Ele instrui, por exemplo, as glândulas suprarrenais a liberar o cortisol para que, nesse momento, ele atue como uma espécie de despertador.
De ação prolongada, sua quantidade no sangue cai gradativamente ao longo do dia, chegando a taxas mínimas no final da tarde, numa preparação para o relaxamento da noite. Ou pelo menos deveria ser assim. “Condições como a insônia, a depressão e o estresse crônico mantêm o cortisol alto o dia todo, induzindo o corpo ao alerta constante”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, de Porto Alegre, presidente da Isma-br, entidade internacional voltada para o estudo do gerenciamento do estresse. Um dos resultados dessa exposição sem descanso é que indivíduos em estresse prolongado produzem duas a três vezes mais cortisol do que o normal. (…)
Mas os pesquisadores verificaram ainda algo tão ruim quanto esse mecanismo. Os animais estressados não só criaram mais gordura corporal como apresentaram diferenças significativas na forma como ela foi armazenada: a maior concentração foi na barriga. “O cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explicou Herbert Herzog, coordenador do trabalho. É justamente esse tipo de obesidade que mais preocupa os médicos. É sabido que ela torna os indivíduos mais suscetíveis ao depósito de placas de gordura nas artérias, à doença cardíaca e à diabetes. Existem algumas teorias que explicariam a razão do acúmulo no abdome em situação de estresse. “Estudos mostram que o tecido gorduroso na região da barriga tem receptores para o cortisol”, diz o médico Coutinho, da Iaso. (…)
Para piorar, este mesmo sistema está vinculado ao processamento da compensação, quando o corpo, de alguma maneira, procura algo que lhe dê prazer para compensar algum sofrimento. Dessa maneira, submetido a uma tensão diária, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie. Uma das saídas mais efetivas disso, pelo menos do ponto de vista cerebral, é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gorduras e açúcares. E lá vão pacotes de biscoitos, barras de chocolates e pães. Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar. Ela relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono. Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar. O problema – e a grande armadilha – é que os alimentos desta categoria são os mais engordativos.
Passa pelo mesmo sistema outro processo recentemente revelado vinculado ao ciclo estresse-obesidade. Cientistas do Scripps Research Institute, na Califórnia, descobriram que, se o organismo for privado subitamente de um alimento que lhe dava conforto – em geral os fatídicos doces e massas –, responde da pior maneira possível. “Ocorre um estresse cerebral e o desencadeamento de uma reação exagerada”, explica Eric Zorrila, coordenador da pesquisa. Na verdade, a pessoa torna-se vítima de uma crise de abstinência, semelhante à que acontece em casos de dependência de drogas. “O cérebro procura voltar ao seu padrão, ao vício de comer alimentos saborosos”, diz Zorrila. Sua conclusão baseia-se em estudo que fez usando ratos. Ele observou que o mecanismo registrado nos animais que tiveram sua dieta alterada segue um roteiro igual, no que se refere à ativação de vias moleculares, ao que é deflagrado na dependência química de álcool e drogas. Em ambos os casos, está envolvida a amígdala, uma estrutura do cérebro relacionada às emoções. “Acreditamos ter revelado uma das bases neuroquímicas que podem resultar no efeito ioiô. Vimos que mudar radicamente de dieta, tirando de uma hora para outra os alimentos a que se está acostumado não é uma boa estratégia”, diz Zorrilla.
Esses novos conceitos vão ao encontro do raciocínio da psicóloga Ana Rossi, de Porto Alegre. Ela trata seus pacientes estressados e obesos com uma técnica que reforça as atitudes positivas em vez de simplesmente enchê-los de restrições. “O cérebro não consegue converter ordens negativas em positivas e mudar comportamentos. Por isso, em vez de privar, é melhor dar instruções positivas”, diz ela. Como seria isso? “É mais eficiente para mudar um hábito eu me imaginar saciada com salada e apenas um pedaço de filé do que tentar colocar na mente que não posso comer carnes gordurosas”, explica a psicóloga. (…)
A informação já está servindo para nortear o trabalho dos especialistas. “Peço às pessoas com problemas de peso e sono para adotarem medidas para regularizar as duas coisas, em vez de tratar apenas um ou outro”, diz a nutricionista Noádia Lobão, de Niterói, no Rio de Janeiro. Nas suas consultas, a especialista faz um levantamento aprofundado da qualidade do sono antes de estabelecer uma dieta e costuma indicar chás de camomila ou erva cidreira e doses de fitoterápicos à base de maracujá para ajudar os pacientes a relaxar na hora de ir para a cama. No consultório do cirurgião plástico Rodrigo Federico, de São Paulo, pacientes nitidamente ansiosos também recebem orientação específica. “Oriento para que façam sessões de terapia antes de operar. O estresse pode dar um efeito rebote e levar a pessoa a recuperar o que perdeu”, diz ele.
Embora os pesquisadores saibam que ainda há muito a entender sobre a questão estresse e ganho de peso, a maioria já está feliz com as descobertas realizadas até agora. “Conseguimos identificar uma parte do caminho, da cadeia de eventos moleculares que liga a obesidade e o estresse crônico”, diz o pesquisador Herbert Herzog, da Austrália. Portanto, a partir de agora, se o médico sentar-se à sua frente na próxima consulta e disser simplesmente que o problema é que você come mais calorias do que gasta, desconfie. Ele não está errado, é verdade. Mas, antes de iniciar o tratamento, é preciso saber exatamente o que está levando você a cair nesse ciclo. Pode ser o estresse. E ele deve ser tratado também.
Fonte: Revista IstoÉ / Agosto 2010
Ração Humana X Mix de Cereais Personalizado (Nutrição)
Autoria: Nutricionista Gismari Bertoncello
Não sou 1OO% contra o uso da “ração humana”. Sou 99% contra!
- Em primeiro lugar, o nome não é nada agrádavel, animais comem ração, pessoas alimentos.
- Em segundo lugar, a proporção não substitui uma refeição completa por não conter os mesmos nutrientes nem de longe.
-Em terceiro lugar, a formulação à venda no mercado não é personalizada.
Vou discutir alguns pontos da ração humana da moda, que é amplamente consumida sem orientação nutricional, por muitas pessoas. Já ouvi casos de pacientes que na tentativa de emagrecer, engordaram e outras que com o objetivo de soltar o intestino, tiveram sérios problemas de intestino preso ou inflamação intestinal. Enxaqueca, alergia, dermatites também são outras reclamações de quem consome.
1) Considero a proporção de farelo de trigo exagerado, pois como é vendida dificulta a absorção do cálcio do leite;
2) O açúcar mascavo deve ser retirado para diabéticos e no emagrecimento;
3) O sabor de cacau enjoa logo na segunda semana;
4) A farinha de linhaça, deve ser triturada na hora (ou então deve ser usada a farinha estabilizada para que as gorduras boas não sejam perdidas) e deve se orgânica, visto que no cultivo da linhaça utiliza-se muitos agrotóxicos;
9) Dependendo da dose (acima de 2 colheres de sopa ao dia), pode engordar;
10) A gelatina da composição não atua para melhorar a pele já que é gelatina sem sabor, comum, de culinária, não hidrolisada, e não atua na formãção do colágeno;
11) É contra-indicada para quem tem doença celíaca, doença de crohn, doença inflamatória intestinal ou diveticulite. Não indico para crianças, para gestantes e na amamentação.
Enfim, oriento meus pacientes que façamos em consultório um Mix específico para seu caso e objetivo além de orientar como deve ser o consumo. Usando um mix de cereais ou de fibras para substituir o pão branco e lanches supercalóricos do jantar por exemplo, o emagrecimento certamente virá. Porém, também existem outras opções práticas, nutritivas e saborosas que irão fazer com que você emagreça com saúde. E se quiser usar o mix também para complementar a alimentação, tudo bem, desde que a receita seja feita para você e que não venha fazer mal à sua saúde!
Autoria: Nutricionista Gismari Bertoncello
Saiba mais em: www.gismarinutricionista.blogspot.com
PSICOLOGIA DO EMAGRECIMENTO
© Todos os direitos reservados – Revista Catharsis – http://www.revistapsicologia.com.br
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EMAGRECER: UMA GRANDE REALIZAÇÃO!
A obesidade é vista hoje como um problema de saúde pública devido ao seu crescente aumento e às graves conseqüências que pode trazer ao ser humano. Diante desse quadro preocupante, determinados comportamentos associados à alimentação, beleza, imagem corporal, qualidade de vida têm ganhado notoriedade nos diversos meios de comunicação.
A mídia seduz que uma pessoa feliz é aquela bem sucedida profissionalmente, que possui uma família em harmonia e uma aparência física apreciável. Porém não revela que para obter este ideal de perfeição a mesma precisa assumir tripla jornada. No trabalho, na família, na estética. No entanto, na corrida contra o tempo, deverá se alimentar de fast foods, comidas semi prontas, rápidas e sem um cuidado adequado no preparo. Nessa perspectiva, de maneira inevitável, houve mudanças nos hábitos alimentares e no padrão corporal da população. Augusto Cury ilustra bem este paradoxo da nossa sociedade em seu romance “Ditadura da Beleza”, no qual o principal alvo são as mulheres.
Os padrões de beleza e os cuidados com o corpo variam culturalmente, no tempo e no espaço, se modificam conforme as gerações. Assim, a forma que a pessoa aprendeu a cuidar de si, como ela embeleza e alimenta o próprio corpo, além de revelar seu verdadeiro ser, pode exprimir diversos significados que permitem identificar, reconhecer e mostrar qual o lugar que o indivíduo ocupa na sociedade.
A amamentação é a primeira relação que o ser humano estabelece com o mundo. Concomitante a função básica de nutrição, surgem sensações que podem ser de carinho, prazer, aconchego, proteção. Neste ato de comer inicia-se, desde a infância, uma relação de afetividade com o alimento, onde o bebê depende inteiramente da pessoa que o alimenta. Neste momento estabelecem formas significativas de contato consigo, com o outro, com o mundo a sua volta. Estas maneiras de se relacionar, de se ajustar acompanham o indivíduo ao longo de sua vida.
Portanto, existe uma relação muito estreita entre obesidade e sentimento, entre emagrecimento e afetividade, emoções, sexualidade, auto-estima. Muitas vezes as pessoas insistem em dizer que estão mal no amor por que são obesas, colocando o excesso de peso como barreira para alcançar o que desejam. Na verdade, na maioria das situações, acontece exatamente o contrário! Estão obesas por que estão mal no amor “já que nada dá certo comigo, vou comer mesmo”.
A obesidade muitas vezes está ligada ás frustrações. No trabalho de pacientes com excesso de peso, pode-se perceber que a sustentação desse quadro clínico encontra-se em uma história de vida de comportamentos e escolhas também excessivas. Pessoas que são muito críticas consigo mesmas, que anseiam realizar tudo com extrema perfeição, que se apegam muito mais aos acontecimentos que deram errado, em relação aos que conseguiram conquistar.
Por conseguinte, muitas pessoas obesas não possuem tempo adequado para realizar as principais refeições de maneira tranqüila, pouco investem no lazer e atividades prazerosas, muitas vezes colocam os deveres acima de quaisquer necessidades pessoais. Quando a única forma de prazer da pessoa está associado ao alimento, seria covardia tirar este amuleto dela. Para tal, no processo de emagrecer, torna-se necessário entender a forma como estes indivíduos enfrentam as diversas situações do cotidiano e procurar outras formas de prazer e realização na vida.
Emagrecer pode ser uma das grandes oportunidades para uma realização de vida. Viver bem, com qualidade de vida, com sucesso, inclui também cuidar do corpo, se embelezar, sentir-se bonito, alegre e feliz.
Contato: nicollefontanela@yahoo.com.br
DESPERTADORES – Roberto Shinyashiki
Ola queridos!
Assistam este video que é muito interessante!
“Despertadores” também mostra os sinais que o corpo nos revela.
Vale a pena assitir.
Aproveitem!
O CORPO FALA!
Como já diria o ditado “o corpo fala mais que mil palavras”. Isso acontece porque o nosso organismo está muito atento ao que desponta em nós. Muitas vezes nem percebemos algo, mas aparecem sinais nos alertando. Afinal, o que o corpo quer nos dizer? Ao sentir forte dor de cabeça, podemos deduzir que algo está em desarmonia; diante de uma situação nova ou desconhecida, um frio na barriga pode nos revelar medo, insegurança ou pânico; rubor no rosto, palidez, suor frio, taquicardia, quando aparecem diante de um grupo de pessoas, de alguém que queremos conquistar ou de uma platéia pode revelar que estamos envergonhados, tímidos ou até apavorados; embargo na garganta talvez signifique que precisamos dizer algo que não foi dito.
O corpo expressa nossas ansiedades, desejos, conquistas. E isso ocorre de forma natural, mesmo que nossas palavras tentem mostrar o contrário! Às vezes não percebemos ou não queremos enxergar, mentimos para nós mesmos, sentimentos que estão visíveis ao olhar dos outros. Temos a tendência de querer traduzir tudo em palavras, ao expressar os sentimentos. Mas, paradoxalmente, as palavras nos limitam. O corpo, sim, revela o que somos e não engana, ele é verdadeiro.
Vivemos num mundo inundado pela palavra, pelas frases, pelas vozes. Estas que constituem discursos belos de pouco sentido, versos encantadores e vazios, inúmeras publicidades que nos seduzem a objetivos alheios. Fala-se, fala-se, fala-se demais e sente-se de menos. É o mundo da comunicação, onde nunca se esteve conectado a tantas pessoas e ao mesmo tempo, nunca tivemos um índice tão alto de depressão. Solidão das falas, escritas vazias, convivências superficiais. O mundo das comunicações é um mundo do indivíduo só.
Mas nem tudo está perdido, pois há o mundo dos sentidos. Onde as palavras são desnecessárias, cabe ao indivíduo apenas sentir. Das cumplicidades, onde não se precisa dizer, das intuições incríveis, do encanto que perdura após uma atitude positiva, das afinidades, onde há empatia pelo outro sem que alguém tenha pedido. O que seria de nós se nosso corpo não nos mandasse esses recados? Ele nos faz, muitas vezes, parar para pensar, refletir e principalmente sentir. Experimentar emoções, sensações vitais que conduzem nossas vidas e guiam nossos comportamentos.
Se pararmos um instante para perceber, nos damos conta que a primeira forma de contato que tivemos foi através do tato. Ainda quando éramos bebê, sentimos o calor do corpo de nossa mãe, aconchegante, quentinho, a sua mão nos enchendo de carinho, dedos delicados ao nos tocar e acariciar. E assim fomos aprendendo a fazer contato com os outros, com nossos pais, avós, parentes, conhecendo o mundo ao nosso redor. Como é importante o toque, o tato, a pele, foi assim que começamos a nos relacionar.
Sentir a pele, o silêncio, o perfume, estes meios de comunicação, sem palavras, é uma prática cada vez mais rara. As pessoas, de um modo geral, embotam seus sentidos, prendendo-se à rotina. Hoje, os sentidos são tão pouco aproveitados que muitos de nós comemos qualquer coisa, não sentimos o paladar dos alimentos, nem percebemos o cheiro da comida e da bebida, não nos damos tempo para saborear.
Ah, mas o corpo não nos engana, ele sim é sincero! Através dele nos comunicamos verdadeiramente, mostramos tudo aos outros, nossa história, nossos sentidos, as experiências que adquirimos ao longo da vida, nossos desejos. É nosso meio de praticar a intuição, a percepção das situações. O organismo nos diz a melhor maneira de agir no mundo, como conquistar o que tanto almejamos. Contudo, para saber o que ele diz é preciso sentir, entrar em contato. O corpo é sábio! Você está disposto a embarcar nessa viagem? Então vamos lá!
O que seu corpo está lhe dizendo agora?
Contato: nicollefontanela@yahoo.com.br












