Como o ESTRESSE faz você ENGORDAR!

A ciência descobre que as mudanças no organismo causadas pela tensão diária levam ao ganho de peso.

Fonte: Revista IstoÉ / Agosto 2010

Por mais de uma década pairou sobre o estresse a suspeita de influenciar diretamente o ganho de peso. Ela estava baseada principalmente na observação cotidiana de especialistas como o endocrinologista paulista Alfredo Halpern, chefe do Serviço de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP) e um dos mais experientes da área. “Sempre percebi que ele é um fator muito importante para a maioria dos pacientes que atendo”, diz. Mas não havia provas científicas disso. Agora há. Elas emergem de diversos estudos mundiais financiados por entidades (…) com a finalidade de encontrar intervenções efetivas contra a epidemia de obesidade – um problema que atinge, atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo. A estimativa é ainda mais preocupante se forem contabilizados os indivíduos com sobrepeso. “O número sobe para cerca de 1,5 bilhão”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, recém-eleito presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).

Nos trabalhos, o estresse tem surgido como um dos mais fortes responsáveis pela subida dos ponteiros da balança. Um exemplo é o estudo realizado por Diana Fernandez, da área de medicina preventiva da Universidade de Rochester, nos EUA. Ela observou 2.782 empregados de uma fábrica de Nova York e constatou que o estresse vivenciado em uma fase de demissões aumentou muito a procura por comidas ricas em gorduras e calorias – elas desapareciam rapidamente das máquinas onde eram vendidas. Mas as complicações causadas pelo estresse foram além. Os trabalhadores disseram não ter tempo para comer bem ou fazer atividade física na hora do almoço porque tinham medo de sair de suas mesas de trabalho por muito tempo. Cansados física e emocionalmente, à noite a maioria se dedicava a ver televisão. “Os que assistiram a quatro horas por dia ou mais tiveram 150% mais chances de se tornar obesos”, disse a especialista à ISTOÉ. (…)

Por causa de achados como esses, muitos especialistas começam a defender mudanças nos relacionamentos pessoais e profissionais – visando à diminuição do estresse – também com o objetivo de conter o avanço da obesidade. “Os resultados devem ser levados em conta na formulação de estratégias contra o problema”, diz Carol Shively, da Wake Forest Baptist Medical Center. Uma das propostas é que os programas de bem-estar no trabalho examinem a estrutura organizacional e forneçam meios práticos para minimizar o estresse. Além disso, é necessário dar condições para romper o sedentarismo. Uma delas, praticada por poucas empresas no Brasil, é ter uma área equipada para as pessoas se exercitarem antes, durante ou depois do expediente.

Comprovada a conexão estresse-obesidade, a pergunta que surge é: por quais mecanismos ele resulta em ganho de peso? À luz das recentes descobertas, é possível depreender que ele modifica as respostas do corpo à comida de uma forma extremamente intensa. “Está ficando claro que o estresse crônico altera as respostas do organismo e leva à obesidade”, afirma a endocrinologista Maria Fernanda Barca, do Grupo de Tireoide do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os estudos estão mostrando que as transformações impostas pelo estresse e que resultarão nos quilos a mais ocorrem em diversas frentes. A mais importante, com repercussões bastante amplas, está relacionada aos níveis de cortisol. O hormônio está associado ao estado de prontidão do organismo. Seus níveis sobem algumas horas antes de acordarmos por ordem do hipotálamo, uma estrutura localizada na base do cérebro que recebe informações do corpo e regula as nossas reações. Ele instrui, por exemplo, as glândulas suprarrenais a liberar o cortisol para que, nesse momento, ele atue como uma espécie de despertador.

De ação prolongada, sua quantidade no sangue cai gradativamente ao longo do dia, chegando a taxas mínimas no final da tarde, numa preparação para o relaxamento da noite. Ou pelo menos deveria ser assim. “Condições como a insônia, a depressão e o estresse crônico mantêm o cortisol alto o dia todo, induzindo o corpo ao alerta constante”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, de Porto Alegre, presidente da Isma-br, entidade internacional voltada para o estudo do gerenciamento do estresse. Um dos resultados dessa exposição sem descanso é que indivíduos em estresse prolongado produzem duas a três vezes mais cortisol do que o normal. (…)

Mas os pesquisadores verificaram ainda algo tão ruim quanto esse mecanismo. Os animais estressados não só criaram mais gordura corporal como apresentaram diferenças significativas na forma como ela foi armazenada: a maior concentração foi na barriga. “O cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explicou Herbert Herzog, coordenador do trabalho. É justamente esse tipo de obesidade que mais preocupa os médicos. É sabido que ela torna os indivíduos mais suscetíveis ao depósito de placas de gordura nas artérias, à doença cardíaca e à diabetes. Existem algumas teorias que explicariam a razão do acúmulo no abdome em situação de estresse. “Estudos mostram que o tecido gorduroso na região da barriga tem receptores para o cortisol”, diz o médico Coutinho, da Iaso. (…)

Para piorar, este mesmo sistema está vinculado ao processamento da compensação, quando o corpo, de alguma maneira, procura algo que lhe dê prazer para compensar algum sofrimento. Dessa maneira, submetido a uma tensão diária, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie. Uma das saídas mais efetivas disso, pelo menos do ponto de vista cerebral, é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gorduras e açúcares. E lá vão pacotes de biscoitos, barras de chocolates e pães. Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar. Ela relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono. Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar. O problema – e a grande armadilha – é que os alimentos desta categoria são os mais engordativos.

Passa pelo mesmo sistema outro processo recentemente revelado vinculado ao ciclo estresse-obesidade. Cientistas do Scripps Research Institute, na Califórnia, descobriram que, se o organismo for privado subitamente de um alimento que lhe dava conforto – em geral os fatídicos doces e massas –, responde da pior maneira possível. “Ocorre um estresse cerebral e o desencadeamento de uma reação exagerada”, explica Eric Zorrila, coordenador da pesquisa. Na verdade, a pessoa torna-se vítima de uma crise de abstinência, semelhante à que acontece em casos de dependência de drogas. “O cérebro procura voltar ao seu padrão, ao vício de comer alimentos saborosos”, diz Zorrila. Sua conclusão baseia-se em estudo que fez usando ratos. Ele observou que o mecanismo registrado nos animais que tiveram sua dieta alterada segue um roteiro igual, no que se refere à ativação de vias moleculares, ao que é deflagrado na dependência química de álcool e drogas. Em ambos os casos, está envolvida a amígdala, uma estrutura do cérebro relacionada às emoções. “Acreditamos ter revelado uma das bases neuroquímicas que podem resultar no efeito ioiô. Vimos que mudar radicamente de dieta, tirando de uma hora para outra os alimentos a que se está acostumado não é uma boa estratégia”, diz Zorrilla.

Esses novos conceitos vão ao encontro do raciocínio da psicóloga Ana Rossi, de Porto Alegre. Ela trata seus pacientes estressados e obesos com uma técnica que reforça as atitudes positivas em vez de simplesmente enchê-los de restrições. “O cérebro não consegue converter ordens negativas em positivas e mudar comportamentos. Por isso, em vez de privar, é melhor dar instruções positivas”, diz ela. Como seria isso? “É mais eficiente para mudar um hábito eu me imaginar saciada com salada e apenas um pedaço de filé do que tentar colocar na mente que não posso comer carnes gordurosas”, explica a psicóloga. (…)

A informação já está servindo para nortear o trabalho dos especialistas. “Peço às pessoas com problemas de peso e sono para adotarem medidas para regularizar as duas coisas, em vez de tratar apenas um ou outro”, diz a nutricionista Noádia Lobão, de Niterói, no Rio de Janeiro. Nas suas consultas, a especialista faz um levantamento aprofundado da qualidade do sono antes de estabelecer uma dieta e costuma indicar chás de camomila ou erva cidreira e doses de fitoterápicos à base de maracujá para ajudar os pacientes a relaxar na hora de ir para a cama. No consultório do cirurgião plástico Rodrigo Federico, de São Paulo, pacientes nitidamente ansiosos também recebem orientação específica. “Oriento para que façam sessões de terapia antes de operar. O estresse pode dar um efeito rebote e levar a pessoa a recuperar o que perdeu”, diz ele.

Embora os pesquisadores saibam que ainda há muito a entender sobre a questão estresse e ganho de peso, a maioria já está feliz com as descobertas realizadas até agora. “Conseguimos identificar uma parte do caminho, da cadeia de eventos moleculares que liga a obesidade e o estresse crônico”, diz o pesquisador Herbert Herzog, da Austrália. Portanto, a partir de agora, se o médico sentar-se à sua frente na próxima consulta e disser simplesmente que o problema é que você come mais calorias do que gasta, desconfie. Ele não está errado, é verdade. Mas, antes de iniciar o tratamento, é preciso saber exatamente o que está levando você a cair nesse ciclo. Pode ser o estresse. E ele deve ser tratado também.

Fonte: Revista IstoÉ / Agosto 2010

Ração Humana X Mix de Cereais Personalizado (Nutrição)

Autoria: Nutricionista Gismari Bertoncello

Não sou 1OO% contra o uso da “ração humana”. Sou 99% contra!
– Em primeiro lugar, o nome não é nada agrádavel, animais comem ração, pessoas alimentos.
– Em segundo lugar, a proporção não substitui uma refeição completa por não conter os mesmos nutrientes nem de longe.
-Em terceiro lugar, a formulação à venda no mercado não é personalizada.

Vou discutir alguns pontos da ração humana da moda, que é amplamente consumida sem orientação nutricional, por muitas pessoas. Já ouvi casos de pacientes que na tentativa de emagrecer, engordaram e outras que com o objetivo de soltar o intestino, tiveram sérios problemas de intestino preso ou inflamação intestinal. Enxaqueca, alergia, dermatites também são outras reclamações de quem consome.

1) Considero a proporção de farelo de trigo exagerado, pois como é vendida dificulta a absorção do cálcio do leite;
2) O açúcar mascavo deve ser retirado para diabéticos e no emagrecimento;
3) O sabor de cacau enjoa logo na segunda semana;
4) A farinha de linhaça, deve ser triturada na hora (ou então deve ser usada a farinha estabilizada para que as gorduras boas não sejam perdidas) e deve se orgânica, visto que no cultivo da linhaça utiliza-se muitos agrotóxicos;

5) O guaraná em pó é estimulante e contra-indicado para quem tem pressão alta ou insônia. Não recomendo o uso a noite pois pode tirar o sono;
6) O leite de soja em pó não possui proteínas de alto valor biológico e nunca substituiria a proteína animal;
7)Além disso a soja possui vários fatores anti-nutricionais, que inibem a absorção de vitaminas e minerais;
8)Não deve ser consumido mais que 1x ao dia. Excesso de fibras diminui absorção do ferro e pode constipar ainda mais, caso não haja uma boa ingestão de água. Se você come 2 a 3 frutas ao dia, salada no almoço e troca cereais brancos pelos integrais, já completou a necessidade de fibras ao dia;
9) Dependendo da dose (acima de 2 colheres de sopa ao dia), pode engordar;
10) A gelatina da composição não atua para melhorar a pele já que é gelatina sem sabor, comum, de culinária, não hidrolisada, e não atua na formãção do colágeno;
11) É contra-indicada para quem tem doença celíaca, doença de crohn, doença inflamatória intestinal ou diveticulite. Não indico para crianças, para gestantes e na amamentação.

Enfim, oriento meus pacientes que façamos em consultório um Mix específico para seu caso e objetivo além de orientar como deve ser o consumo. Usando um mix de cereais ou de fibras para substituir o pão branco e lanches supercalóricos do jantar por exemplo, o emagrecimento certamente virá. Porém, também existem outras opções práticas, nutritivas e saborosas que irão fazer com que você emagreça com saúde. E se quiser usar o mix também para complementar a alimentação, tudo bem, desde que a receita seja feita para você e que não venha fazer mal à sua saúde!

Autoria: Nutricionista Gismari Bertoncello
Saiba mais em: http://www.gismarinutricionista.blogspot.com

* * Psicoterapia * *

PSICOLOGIA DO EMAGRECIMENTO

 

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Comportamento Alimentar refere-se à ingestão de qualquer alimento. Uma pessoa que tenha comido apenas chocolate hoje, alimentou – se mas não nutriu – se convenientemente. Nutrição refere – se a alimentar – se adequadamente em qualidade e quantidade.

O Comportamento Alimentar é mais “primitivo”, inconsciente e menos racional que o nutricional, que pode ser considerado mais inteligente e cientificamente fundamentado. O comportamento alimentar precede, é a “matéria prima” para o nutricional. Deveria ser regulado pelo complexo mecanismo fome – saciedade mas é importante entender que as emoções, a ansiedade, os estados de humor depressivos e outros fatores psicológicos negativos podem alterá-lo profundamente e, conseqüentemente, o comportamento nutricional.

Nas orientações nutricionais que visam emagrecimento a pessoa “sabe” o que fazer e o que comer, mas sente-se impotente para fazê-lo. Algo mais forte que sua vontade a impede. Como sem fome sabendo que não deveria fazê-lo, mas o faz e na ausência de prazer. Ao comer tem um alívio provisório da sensação negativa de ansiedade, que volta reforçada pela culpa, levando a pessoa a comer mais, para tornar a diminuir a tensão. A pessoa engorda e passa a evitar toda uma gama de situações e atividade e também as gratificações delas decorrentes. Diminui a atividade física porque engordou, questiona sua aparência e evita ir a lugares onde tenha que se expor fisicamente. Restringe sua vida social e pode tender ao isolamento.

Essa reação provoca o afastamento de outras pessoas mas o gordo parece não perceber que isto deve-se ao seu comportamento e não à sua aparência. Sua ansiedade aumenta a solidão que por sua vez reforça a ansiedade. Escasseando os prazeres pela piora da qualidade de vida e crescendo a ansiedade, A COMIDA ASSUME O PAPEL DE “REDUTOR DE TENSÃO” E muitas vezes , ÚNICA FONTE DE PRAZER !…

A auto negação do prazer leva a pessoa a rejeitar seu corpo e a conduz a uma dependência infantil da comida, que passa a simbolizar a satisfação corporal… ESTÁ FORMADO O CÍRCULO VICIOSO… Os mais tênues sinais de ansiedade, antes mesmo de tornarem-se conscientes, podem ser “amortecidos” pelo ato de comer, ACIONADO AUTOMATICAMENTE.

A criança, desde o nascimento, estabelece um vínculo com a mãe através da amamentação. As primeiras sensações de ansiedade (sensação desagradável, negativa) são experimentadas quando o bebê tem fome. O alivio da tensão (sensação agradável) é conseguido quando a criança se alimenta (saciedade). Com o crescimento recebe influências da família, da cultura que ajudarão a moldar um “estilo alimentar”. Profundamente associado com emoções positivas e negativas e de DIFICILMENTE MODIFICÁVEL APENAS POR PERSUASÃO E INFORMAÇÃO. Exemplos são pacientes que, mesmo motivados e bem orientados por profissionais competentes e que lhes ministram orientação nutricional equilibrada, personalizada e saborosa acabam auto sabotando-a em algum momento, de forma irracional, demonstrando comportamento alimentar regido por emoções obscuras e não pela razão, e despreparados para a orientação nutricional. A obesidade torna-se, desta maneira, uma forma desadaptativa do uso do comportamento alimentar na tentativa de encobrir problemas que tornam-se progressivamente insolúveis, reduzindo gradativamente as opções de vida da pessoa. A psicologia pode e deve colaborar com a área médico nutricional, VIABILIZANDO O COMPORTAMENTO NUTRICIONAL ATRAVÉS DO CONTROLE DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR QUE O PRECEDE, atualizando de várias maneiras, como levando o paciente a reavaliar o “continnum” fome-saciedade, focando e tratando os ganhos secundários que mantém a pessoa gorda, trabalhando a auto-imagem, freqüentemente prejudicada, tratando as comorbidades associadas à obesidade, como transtorno do humor (depressão), fobia social, transtornos alimentares, transtornos de personalidade, compulsão alimentar e outros, e particularmente a ANSIEDADE, desvinculando-a do ato de comer, permitindo alterações comportamentais que permitam novo estilo de vida, essencial para a perda de peso e manutenção posterior.

Marco Antonio de Tommaso é Psicólogo do Amb. de Ansiedade do H.C.U.S.P Tratamento da Ansiedade e da Compulsão Alimentar

 

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COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA, VOCÊ TEM?

               A obesidade, apesar de não ser considerada um transtorno alimentar, abrange fatores psicológicos importantes. Neste sentido, pode coexistir com um transtorno alimentar, sendo que o mais comum é o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica.  Estima-se que 30% dos obesos em geral e 50% dos obesos candidatos à cirurgia bariátrica apresentam diagnóstico de Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica.

                O Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica  ou Binge Eating Disorder é um comportamento caracterizado pela ocorrência de episódios de comer grandes quantidades de alimento em curtos intervalos de tempo, pela sensação de perda de controle sobre o ato de comer e em seguida arrependimento de ter comido.

FAÇA O TESTE E DESCUBRA!!

Escala de Compulsão Alimentar Periódica

               Você encontrará abaixo grupos de afirmações numeradas. Leia todas as afirmações em cada grupo e marque, aquela que melhor descreve o modo como você se sente em relação aos problemas que tem para controlar seu comportamento alimentar.

# 1

( ) 1. Eu não me sinto constrangido(a) com o meu peso ou o tamanho do meu corpo quando estou com outras pessoas.

( ) 2. Eu me sinto preocupado(a) em como pareço para os outros, mas isto, normalmente, não me faz sentir desapontado(a) comigo mesmo(a).

( ) 3. Eu fico mesmo constrangido(a) com a minha aparência e o meu peso, o que me faz sentir desapontado(a) comigo mesmo(a).

( ) 4. Eu me sinto muito constrangido(a) com o meu peso e, freqüentemente, sinto muita vergonha e desprezo por mim mesmo(a). Tento evitar contatos sociais por causa desse constrangimento.

# 2

( ) 1. Eu não tenho nenhuma dificuldade para comer devagar, de maneira apropriada.

( ) 2. Embora pareça que eu devore os alimentos, não acabo me sentindo empanturrado(a) por comer demais.

( ) 3. Às vezes tendo a comer rapidamente, sentindo-me então desconfortavelmente cheio(a) depois.

( ) 4. Eu tenho o hábito de engolir minha comida sem realmente mastigá-la. Quando isto acontece, em geral me sinto desconfortavelmente empanturrado(a) por ter comido demais.

# 3

( ) 1. Eu me sinto capaz de controlar meus impulsos para comer, quando eu quero.

( ) 2. Eu sinto que tenho falhado em controlar meu comportamento alimentar mais do que a média das pessoas.

( ) 3. Eu me sinto totalmente incapaz de controlar meus impulsos para comer.

( ) 4. Por me sentir tão incapaz de controlar meu comportamento alimentar, entro em desespero tentando manter o controle.

# 4

( ) 1. Eu não tenho o hábito de comer quando estou chateado(a).

( ) 2. Às vezes eu como quando estou chateado(a) mas, freqüentemente, sou capaz de me ocupar e afastar minha mente da comida.

( ) 3. Eu tenho o hábito regular de comer quando estou chateado(a) mas, de vez em quando, posso usar alguma outra atividade para afastar minha mente da comida.

( ) 4. Eu tenho o forte hábito de comer quando estou chateado(a). Nada parece me ajudar a parar com esse hábito.

# 5

( ) 1. Normalmente quando como alguma coisa é porque estou fisicamente com fome.

( ) 2. De vez em quando como alguma coisa por impulso, mesmo quando não estou realmente com fome.

( ) 3. Eu tenho o hábito regular de comer alimentos que realmente não aprecio para satisfazer uma sensação de fome, mesmo que fisicamente eu não necessite de comida.

( ) 4. Mesmo que não esteja fisicamente com fome, tenho uma sensação de fome em minha boca que somente parece ser satisfeita quando eu como um alimento, tipo um sanduíche, que enche a minha boca. Às vezes, quando eu como o alimento para satisfazer minha “fome na boca”, em seguida eu o cuspo, assim não ganharei peso.

# 6

( ) 1. Eu não sinto qualquer culpa ou ódio de mim mesmo(a) depois de comer demais.

( ) 2. De vez em quando sinto culpa ou ódio de mim mesmo(a) depois de comer demais.

( ) 3. Quase o tempo todo sinto muita culpa ou ódio de mim mesmo(a) depois de comer demais.

# 7

( ) 1. Eu não perco o controle total da minha alimentação quando estou em dieta, mesmo após períodos em que como demais.

( ) 2. Às vezes, quando estou em dieta e como um alimento proibido, sinto como se tivesse estragado tudo e como ainda mais.

( ) 3. Freqüentemente, quando como demais durante uma dieta, tenho o hábito de dizer para mim mesmo(a): “agora que estraguei tudo, porque não irei até o fim”. Quando isto acontece, eu como ainda mais.

( ) 4. Eu tenho o hábito regular de começar dietas rigorosas por mim mesmo(a), mas quebro as dietas entrando numa compulsão alimentar. Minha vida parece ser “uma festa” ou “um morrer de fome”.

# 8

( ) 1. Eu raramente como tanta comida a ponto de me sentir desconfortavelmente

empanturrado(a) depois.

( ) 2. Normalmente, cerca de uma vez por mês, como uma tal quantidade de comida que acabo me sentindo muito empanturrado(a).

( ) 3. Eu tenho períodos regulares durante o mês, quando como grandes quantidades de comida, seja na hora das refeições, seja nos lanches.

( ) 4. Eu como tanta comida que, regularmente, me sinto bastante desconfortável depois de comer e, algumas vezes, um pouco enjoado(a).

# 9

( ) 1. Em geral, minha ingesta calórica não sobe a níveis muito altos, nem desce a níveis muito baixos.

( ) 2. Às vezes, depois de comer demais, tento reduzir minha ingesta calórica para quase nada, para compensar o excesso de calorias que ingeri.

( ) 3. Eu tenho o hábito regular de comer demais durante a noite. Parece que a minha rotina não é estar com fome de manhã, mas comer demais à noite.

( ) 4. Na minha vida adulta tenho tido períodos, que duram semanas, nos quais praticamente me mato de fome. Isto se segue a períodos em que como demais. Parece que vivo uma vida de “festa” ou de “morrer de fome”.

#10

( ) 1. Normalmente eu sou capaz de parar de comer quando quero. Eu sei quando “já chega”.

( ) 2. De vez em quando, eu tenho uma compulsão para comer que parece que não posso controlar.

( ) 3. Freqüentemente tenho fortes impulsos para comer que parece que não sou capaz de controlar, mas, em outras ocasiões, posso controlar meus impulsos para comer.

( ) 4. Eu me sinto incapaz de controlar impulsos para comer. Eu tenho medo de não ser capaz de parar de comer por vontade própria.

#11

( ) 1. Eu não tenho problema algum para parar de comer quando me sinto cheio(a).

( ) 2. Eu, normalmente, posso parar de comer quando me sinto cheio(a) mas, de vez em quando, comer demais me deixa desconfortavelmente empanturrado(a).

( ) 3. Eu tenho um problema para parar de comer uma vez que eu tenha começado e, normalmente, sinto-me desconfortavelmente empanturrado(a) depois que faço uma refeição.

( ) 4. Por eu ter o problema de não ser capaz de parar de comer quando quero, às vezes tenho que provocar o vômito, usar laxativos e/ou diuréticos para aliviar minha sensação de empanturramento.

#12

( ) 1. Parece que eu como tanto quando estou com os outros (reuniões familiares, sociais), como quando estou sozinho(a).

( ) 2. Às vezes, quando eu estou com outras pessoas, não como tanto quanto eu quero comer porque me sinto constrangido(a) com o meu comportamento alimentar.

( ) 3. Freqüentemente eu como só uma pequena quantidade de comida quando outros estão presentes, pois me sinto muito embaraçado(a) com o meu comportamento alimentar.

( ) 4. Eu me sinto tão envergonhado(a) por comer demais que escolho horas para comer demais quando sei que ninguém me verá. Eu me sinto como uma pessoa que se esconde para comer.

#13

( ) 1 Eu faço três refeições ao dia com apenas um lanche ocasional entre as refeições.

( ) 2. Eu faço três refeições ao dia mas, normalmente, também lancho entre as refeições.

( ) 3. Quando eu faço lanches pesados, tenho o hábito de pular as refeições regulares.

( ) 4. Há períodos regulares em que parece que eu estou continuamente comendo, sem refeições planejadas.

#14

( ) 1. Eu não penso muito em tentar controlar impulsos indesejáveis para comer.

( ) 2. Pelo menos, em algum momento, sinto que meus pensamentos estão “pré-ocupados” com tentar controlar meus impulsos para comer.

( ) 3. Freqüentemente, sinto que gasto muito tempo pensando no quanto comi ou tentando não comer mais.

( ) 4. Parece, para mim, que a maior parte das horas que passo acordado(a) estão “pré-ocupadas” por pensamentos sobre comer ou não comer. Sinto como se eu estivesse constantemente lutando para não comer.

#15

( ) 1. Eu não penso muito sobre comida.

( ) 2. Eu tenho fortes desejos por comida, mas eles só duram curtos períodos de tempo.

( ) 3. Há dias em que parece que eu não posso pensar em mais nada a não ser comida.

( ) 4. Na maioria dos dias, meus pensamentos parecem estar “pré-ocupados” com comida. Sinto como se eu vivesse para comer.

#16

( ) 1. Eu normalmente sei se estou ou não fisicamente com fome. Eu como a porção certa de comida para me satisfazer.

( ) 2. De vez em quando eu me sinto em dúvida para saber se estou ou não fisicamente com fome. Nessas ocasiões é difícil saber quanto eu deveria comer para me satisfazer.

( ) 3. Mesmo que se eu pudesse saber quantas calorias eu deveria ingerir, não teria idéia alguma de qual seria a quantidade “normal” de comida para mim.

 

 

Veja tabela abaixo para os resultados:

Grade de correção da Escala de Compulsão Alimentar Periódica.

#1 #2 #3 #4 #5 #6 #7 #8
1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0
2 = 0 2 = 1 2 = 1 2 = 0 2 = 1 2 = 1 2 = 1 2 = 1
3 = 1 3 = 2 3 = 3 3 = 0 3 = 2 3 = 3 3 = 3 3 = 2
4 = 3 4 = 3 4 = 3 4 = 2 4 = 3 4 = 3 4 = 3
#9 #10 #11 #12 #13 #14 #15 #16 
1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0 1 = 0
2 = 1 2 = 1 2 = 1 2 = 1 2 = 1 2 = 1 2 = 1 2 = 1
3 = 2 3 = 2 3 = 2 3 = 2 3 = 2 3 = 2 3 = 2 3 = 2
4 = 3 4 = 3 4 = 3 4 = 3 4 = 3 4 = 3 4 = 3

Menor ou igual 17 = normal

Entre 17 e 30 = variação de inclinação ao comer muito (de nada a muito)

30 ou mais = Compulsão alimentar Periódica

ESCALA DE COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA BES (BINGE EATING SCALE)

Autores: Gormally J, Black S, Daston S, Rardin D. (1982).

Tradutores: Freitas S, Appolinario JC. (2001).

Tradução da “Binge Eating Scale”

EMAGRECER: UMA GRANDE REALIZAÇÃO!

          A obesidade é vista hoje como um problema de saúde pública devido ao seu crescente aumento e às graves conseqüências que pode trazer ao ser humano. Diante desse quadro preocupante, determinados comportamentos associados à alimentação, beleza, imagem corporal, qualidade de vida têm ganhado notoriedade nos diversos meios de comunicação.

A mídia seduz que uma pessoa feliz é aquela bem sucedida profissionalmente, que possui uma família em harmonia e uma aparência física apreciável. Porém não revela que para obter este ideal de perfeição a mesma precisa assumir tripla jornada. No trabalho, na família, na estética. No entanto, na corrida contra o tempo, deverá se alimentar de fast foods, comidas semi prontas, rápidas e sem um cuidado adequado no preparo. Nessa perspectiva, de maneira inevitável, houve mudanças nos hábitos alimentares e no padrão corporal da população. Augusto Cury ilustra bem este paradoxo da nossa sociedade em seu romance “Ditadura da Beleza”, no qual o principal alvo são as mulheres.

Os padrões de beleza e os cuidados com o corpo variam culturalmente, no tempo e no espaço, se modificam conforme as gerações. Assim, a forma que a pessoa aprendeu a cuidar de si, como ela embeleza e alimenta o próprio corpo, além de revelar seu verdadeiro ser, pode exprimir diversos significados que permitem identificar, reconhecer e mostrar qual o lugar que o indivíduo ocupa na sociedade.

A amamentação é a primeira relação que o ser humano estabelece com o mundo. Concomitante a função básica de nutrição, surgem sensações que podem ser de carinho, prazer, aconchego, proteção. Neste ato de comer inicia-se, desde a infância, uma relação de afetividade com o alimento, onde o bebê depende inteiramente da pessoa que o alimenta. Neste momento estabelecem formas significativas de contato consigo, com o outro, com o mundo a sua volta. Estas maneiras de se relacionar, de se ajustar acompanham o indivíduo ao longo de sua vida.

Portanto, existe uma relação muito estreita entre obesidade e sentimento, entre emagrecimento e afetividade, emoções, sexualidade, auto-estima. Muitas vezes as pessoas insistem em dizer que estão mal no amor por que são obesas, colocando o excesso de peso como barreira para alcançar o que desejam. Na verdade, na maioria das situações, acontece exatamente o contrário! Estão obesas por que estão mal no amor “já que nada dá certo comigo, vou comer mesmo”.

A obesidade muitas vezes está ligada ás frustrações. No trabalho de pacientes com excesso de peso, pode-se perceber que a sustentação desse quadro clínico encontra-se em uma história de vida de comportamentos e escolhas também excessivas. Pessoas que são muito críticas consigo mesmas, que anseiam realizar tudo com extrema perfeição, que se apegam muito mais aos acontecimentos que deram errado, em relação aos que conseguiram conquistar.

Por conseguinte, muitas pessoas obesas não possuem tempo adequado para realizar as principais refeições de maneira tranqüila, pouco investem no lazer e atividades prazerosas, muitas vezes colocam os deveres acima de quaisquer necessidades pessoais. Quando a única forma de prazer da pessoa está associado ao alimento, seria covardia tirar este amuleto dela. Para tal, no processo de emagrecer, torna-se necessário entender a forma como estes indivíduos enfrentam as diversas situações do cotidiano e procurar outras formas de prazer e realização na vida.

Emagrecer pode ser uma das grandes oportunidades para uma realização de vida! Viver bem, com qualidade de vida, com sucesso, inclui também cuidar do corpo, se embelezar, sentir-se bonito, alegre e feliz.

Contato: nicollefontanela@yahoo.com.br

DESPERTADORES – Roberto Shinyashiki

Ola queridos!

Assistam este video que é muito interessante!

“Despertadores”  também mostra os sinais que o corpo nos revela.

Vale a pena assitir.

Aproveitem!

O CORPO FALA!

          Como já diria o ditado “o corpo fala mais que mil palavras”. Isso acontece porque o nosso organismo está muito atento ao que desponta em nós. Muitas vezes nem percebemos algo, mas aparecem sinais nos alertando. Afinal, o que o corpo quer nos dizer? Ao sentir forte dor de cabeça, podemos deduzir que algo está em desarmonia; diante de uma situação nova ou desconhecida, um frio na barriga pode nos revelar medo, insegurança ou pânico; rubor no rosto, palidez, suor frio, taquicardia, quando aparecem diante de um grupo de pessoas, de alguém que queremos conquistar ou de uma platéia pode revelar que estamos envergonhados, tímidos ou até apavorados; embargo na garganta talvez signifique que precisamos dizer algo que não foi dito.

          O corpo expressa nossas ansiedades, desejos, conquistas. E isso ocorre de forma natural, mesmo que nossas palavras tentem mostrar o contrário! Às vezes não percebemos ou não queremos enxergar, mentimos para nós mesmos, sentimentos que estão visíveis ao olhar dos outros. Temos a tendência de querer traduzir tudo em palavras, ao expressar os sentimentos. Mas, paradoxalmente, as palavras nos limitam. O corpo, sim, revela o que somos e não engana, ele é verdadeiro.

          Vivemos num mundo inundado pela palavra, pelas frases, pelas vozes. Estas que constituem discursos belos de pouco sentido, versos encantadores e vazios, inúmeras publicidades que nos seduzem a objetivos alheios. Fala-se, fala-se, fala-se demais e sente-se de menos. É o mundo da comunicação, onde nunca se esteve conectado a tantas pessoas e ao mesmo tempo, nunca tivemos um índice tão alto de depressão. Solidão das falas, escritas vazias, convivências superficiais. O mundo das comunicações é um mundo do indivíduo só.

          Mas nem tudo está perdido, pois há o mundo dos sentidos. Onde as palavras são desnecessárias, cabe ao indivíduo apenas sentir. Das cumplicidades, onde não se precisa dizer, das intuições incríveis, do encanto que perdura após uma atitude positiva, das afinidades, onde há empatia pelo outro sem que alguém tenha pedido. O que seria de nós se nosso corpo não nos mandasse esses recados? Ele nos faz, muitas vezes, parar para pensar, refletir e principalmente sentir. Experimentar emoções, sensações vitais que conduzem nossas vidas e guiam nossos comportamentos.

          Se pararmos um instante para perceber, nos damos conta que a primeira forma de contato que tivemos foi através do tato. Ainda quando éramos bebê, sentimos o calor do corpo de nossa mãe, aconchegante, quentinho, a sua mão nos enchendo de carinho, dedos delicados ao nos tocar e acariciar. E assim fomos aprendendo a fazer contato com os outros, com nossos pais, avós, parentes, conhecendo o mundo ao nosso redor. Como é importante o toque, o tato, a pele, foi assim que começamos a nos relacionar.

          Sentir a pele, o silêncio, o perfume, estes meios de comunicação, sem palavras, é uma prática cada vez mais rara. As pessoas, de um modo geral, embotam seus sentidos, prendendo-se à rotina. Hoje, os sentidos são tão pouco aproveitados que muitos de nós comemos qualquer coisa, não sentimos o paladar dos alimentos, nem percebemos o cheiro da comida e da bebida, não nos damos tempo para saborear.

          Ah, mas o corpo não nos engana, ele sim é sincero! Através dele nos comunicamos verdadeiramente, mostramos tudo aos outros, nossa história, nossos sentidos, as experiências que adquirimos ao longo da vida, nossos desejos. É nosso meio de praticar a intuição, a percepção das situações. O organismo nos diz a melhor maneira de agir no mundo, como conquistar o que tanto almejamos. Contudo, para saber o que ele diz é preciso sentir, entrar em contato. O corpo é sábio! Você está disposto a embarcar nessa viagem? Então vamos lá!

          O que seu corpo está lhe dizendo agora?

 Contato: nicollefontanela@yahoo.com.br

IRRADIE SUA BELEZA!

          Com a chegada do verão, mais do que o colorido das flores de novembro, o dourado dos corpos bem torneados desfilando por nossas belas praias, arrebata nossa atenção. Em certa medida, eles dão um padrão de beleza ela mesma. E quem entre nós não gostaria de ter ou ser uma beleza assim? Mas cabe aqui questionar: qual o lugar da sensibilidade, da atitude, cidadania, companheirismo, nessa era em que ter um corpo perfeito, tal como modelo, é o que importa. Quando encontramos um amigo a quem consideramos muito bonito, será que o motivo de sua beleza está apenas nas pernas torneadas, na simetria de seu rosto, ou no conjunto de seu ser?
          A área da saúde se expandiu e com isso vieram muitos avanços também no ramo da estética, como cirurgias plásticas, medicamentos controladores de apetites, massagens modeladoras, inúmeras técnicas que se aprimoram na velocidade de sua invenção. Com todos estes avanços, no intuito de contribuir para a beleza física, no seu arcabouço, vieram a preocupação e o culto muitas vezes exagerado pelo corpo. Mas afinal, para que você quer ser belo?
          A mídia vende seu produto de beleza subentendendo que junto virá a família feliz, bons relacionamentos, sucesso pessoal e profissional. É com este objetivo que muitas pessoas tentam comprar este pacote. E como que já era previsto, não alcançam o que almejam, se frustram e culpam o seu rosto, a sua pele, o seu nariz, o seu corpo, por não estarem tão perfeitos como deveriam. Quando em pequeno grau, a busca pelo corpo perfeito não significa, necessariamente, uma doença. Porém, há casos nos quais a simples busca vira uma obsessão, a qual pode causar vários transtornos, principalmente os alimentares. Neste momento esquecem que o segredo da felicidade, da beleza, não está somente no material, no físico, mas na vida como um todo.
          Bela é a pessoa que consegue respeitar a sua natureza, o seu biotipo, e se sente bem na própria pele. Uma pessoa bela tem auto-estima, cuida de si, se aceita e se ama do jeito que é. Mudanças estéticas podem ajudar na melhoria da auto-estima, possibilitar maior gratificação momentânea, entretanto, isto não é o bastante. Muito do quanto somos aceitos, amados e valorizados não tem relação necessariamente com a melhoria da própria imagem. A pessoa para estar bela precisa de um componente primordial, chamado entusiasmo, estar apaixonada pela vida e isto só conseguimos através de nossos esforços, de nossos comportamentos e atitudes diante da vida, com as pessoas e conosco.
          O autoconhecimento é a ferramenta ideal para ter auto-estima, para sentir-se belo. Ao se conhecer a pessoa sabe dos seus limites, possibilidades, desejos e vai ao encontro deles. Porém há pensamentos e sentimentos que são difíceis de compreender sozinho, o que dificulta uma melhoria, no sentido de alcançar os objetivos pessoais. Neste momento, o autoconhecimento e o cuidado consigo mesmo podem ser buscados junto a um profissional de psicologia, pois ele está preparado para acolher e escutar as dificuldades emocionais que você está passando. Ao identificar quais seus desejos, você pode conquistar o que tanto anseia, a família unida, o sucesso profissional, paz e tranqüilidade nas diversas situações. Podendo, sim, ser bela de uma forma global, para além das aparências, irradiando alegria, entusiasmos pela vida.
          Contato: nicollefontanela@yahoo.com.br