Uma mãe lava a outra

mãelava
 “Essa semana uma mãe de um amiguinho do meu filho me mandou uma mensagem pedindo ajuda. O marido não conseguiu chegar de viagem a tempo, ela tinha um curso e não tinha com quem deixar o menino. Socorrooooo!!! Mana, nem que eu não pudesse, eu ia dar meu jeito. Sabe quando ia negar um pedido desses? Jamais. Nem é porque eu sou a alma mais pura que já habitou essa Terra, não. Nem deixando de molho no Vanish por um ano eu seria, tô bem longe disso. Mas é porque ainda que eu ajudasse uma mãe dessas por semana, sinto que estaria no cheque especial com nossa senhora das amigas-mães-caminhoneiras. Separada duas vezes desde que os dois são bem pequenos (nunca disse que eu era facinha), mãe de dois (com diferença entre eles de cinco anos que conste nos autos!) e raladora profissional de fiofó na ostra, tem noção de quantas vezes fui eu que já gritei socorro?

Já pedi arrego em situações de perrengue máximo. Tipo: precisei enfiar meu pequeno no táxi correndo, pra levar pro hospital bem na hora que o ônibus ia chegar com a mais velha. Quem me salvou? A mãe que buscava a filha no mesmo ponto. Não tinha nenhuma intimidade. E precisa? Pelamordedeus, pega a minha filha, leva pra sua casa e dá uma janta? Não sei que horas eu volto ou consigo um parente para busca-la. O pai dessa mesma menina já me salvou de outra boa. Chegando no ponto, me lembrei que tinha esquecido da batata inglesa que ela tinha que levar pra um trabalho em grupo. Pelamordedeus, dá uma olhada nela aí pra mim? E toca de correr dois quarteirões com o caçula sacolejando no colo, até o mercadinho e volta. Deu tempo. Devo ter perdido um quilo nesse dia. E um ano de vida, tamanho estresse por causa de uma meleca de uma batata.

Com o tempo, aprendi que não é só em situações extremas que eu podia contar cazamiga. Com aquelas com quem tenho mais intimidade, já liguei no maior carão de pau: miga, lembra daquele cara legal que eu tava paquerando? Me chamou pra jantar. Ando precisando botar o carnê do Baú da Felicidade em dia. Rola de jogar minhas crianças aí e pegar amanhã cedo? Lógico que rola. No dia seguinte cato os meus e os dela pra passar o dia. Cantando alto e com a pele reluzente. Flor, hoje tem aquele show bacana, tava tão a fim de ir… Taca as criança pra cá. Taca as criança pra lá. Isso não é ser uma mãe má, você que tá aí doido pra apontar esse dedão na minha cara. Isso é viver em tribo. Em sociedade. É ter amigos. É ter vida. É dar e receber. Tem coisa melhor pra ensinar pras nossas crias?

Nos meus grupos mais avançados de mães, da mais velha, a gente já se entende tanto que rola quase uma divisão natural de tarefas. Por exemplo, levar em show, é comigo. Pode mandar pra cá. Pra mim, está looonge de ser uma tortura, como é para algumas. Semana que vem, se vocês virem uma maluca no Justin Bieber cantando e dançando todas as músicas, cercada de adoles, não sou eu. Eu nem gosto dele! Eu, hein! Buscar nas festas depois das dez da noite já é um problema pra mim, com meu pequeno. Virei a mendiga da carona da volta. Mas, ó, na ida contem comigo. Carrego quantas couberem no meu carro. E mais umas duas escondidas na mala, se preciso for. Grupo de estudo lá em casa também bomba. Preparo prova e tudo. A que cozinha bem (zero meu caso) faz os quitutes pra exposição na escola. A que entende de roupa ajuda a produzir os figurinos pra apresentação de teatro. E assim nós vamos indo. Em turma. Em galera. Trocando. Se ajudando. Fica tudo tãããão mais fácil!

Se eu pudesse dar um conselho, só um, para cada mãe novata, seria esse: cerque-se de outras mães. Na pracinha. Na escola. No prédio. Puxa assunto, fica amiga, troca telefone, faz grupo de zap. Às vezes é chato, eu sei, 18 “bom dia” antes da 7 da manhã. Mas, olha, vale. Porque essa foi mais uma das coisas maravilhosas que meus filhos me trouxeram: novas amizades. Quem diria. Tô cheia de novas e maravilhosas amigas, que tenho certeza que carregarei pra vida toda. Tem que ver nossos encontros, regados a drinks e cantoria, como são animados e disputados! Viva Las Mamitas! Viva as Lacraias! E obrigada por todas as milhares de vezes que já me socorreram. Sem vocês não sou ninguém. Viva essa rede linda de solidariedade que se cria em torno da maternidade. Como diz a Zanela (mãezaça muito querida e parceira e criadora desse trocadilho genial): uma mãe lava a outra.”

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SUPERPROTEÇÃO é uma forma de abuso infantil

por Rosemeire Zago

“Só se pode entender uma vida quando se leva a sério seu começo”.  Alice Miller

“Superproteção, mimos e submissão exagerados durante a infância, podem gerar muita insegurança na vida adulta, pois a criança não foi incentivada a acreditar em si mesma”

Todos sabemos que a autoestima, tão essencial em nossa vida, começa a se formar na infância, a partir de como as outras pessoas nos tratam. Quando criança, pode-se alimentar ou destruir sua autoconfiança. Ou seja, as experiências do passado exercem influência significativa quando adulto.

Só para lembrar: autoestima é ter consciência de seu valor pessoal, ou seja, acreditar, respeitar e confiar em si, é a soma da autoconfiança com o autorrespeito. É acreditar que é capaz!

Quais foram as experiências que você teve quando criança?

O quanto você tem consciência de seu valor?

Quem sofreu algum tipo de abuso, psicológico, físico e/ou sexual, terá muita dificuldade em perceber seu próprio valor e a sensação de ter valor é essencial à saúde mental. Essa certeza deve ser obtida na infância. Toda criança precisa ser amada incondicionalmente, ao menos nos primeiros anos. Sem os pais como espelho de uma atitude de aceitação, a criança não tem como saber quem ela é.

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O que os pais nos fazem quando criança, sentimos como se fosse o certo, como deve ser feito, não questionamos, apenas aceitamos. Quando as necessidades de uma criança são negligenciadas, recebem a mensagem que suas necessidades não são importantes e perdem a noção de seu valor pessoal.
Pais exigentes, agressivos, críticos, autoritários, que demonstram que a criança não é digna de confiança, impondo suas próprias vontades, não ouvindo o que as crianças têm a dizer, criam filhos inseguros e dependentes.

Como também, a superproteção também é uma forma de abuso infantil. Superproteção, mimos e submissão exagerados durante a infância, podem gerar muita insegurança na vida adulta, pois a criança não foi incentivada a acreditar em si mesma.

Assim, cresce, ainda que inconscientemente, acreditando que faziam tudo por ela por não ter a capacidade de fazer por si mesma. Quando adulta, irá acreditar que o mundo seria como seus pais, que jamais ouviria um “não”, tendo muita dificuldade em suportar frustrações. Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas. Acredita que seu valor depende de ser amado. Como não tem noção de seu próprio valor, só compreende o valor dos outros.

Alice Miller (autora de vários livros, lutadora em defesa das crianças) nos fala sobre três conceitos importantes para nossa reflexão e maior entendimento:

Pedagogia negra: consta numa educação que visa transformar a criança em submissa e obediente por meio do poder, manipulação e repressão, ainda que velado. Crianças que foram “adestradas” a obedecer aos desejos e ordens dos adultos, passam a infância e adolescência contendo e disfarçando a raiva e depois a usam automaticamente.

Testemunha auxiliadora: é uma pessoa que ajuda a criança maltratada ou negligenciada, ainda que de forma esporádica, oferecendo um pouco de apoio e amor. Pode ser uma vizinha, um professor, avó, tia. Graças a essa testemunha a criança começa a saber que existe amor.

Você teve alguma?

Testemunha conhecedora: na vida do adulto essa pessoa pode representar um papel semelhante ao da testemunha auxiliadora na criança. É uma pessoa que conhece as consequências da negligência e maus-tratos sofridos pelas crianças e a ajuda enfrentá-los e elaborá-los. Geralmente o psicólogo pode ajudar essas pessoas a entenderem melhor suas histórias e se libertarem.

Sem a testemunha conhecedora é impossível suportar a verdade da infância. A psicoterapia pode proporcionar o reconhecimento emocional da verdade armazenada no corpo, a libertação da lei do silêncio e da idealização dos pais.
Quando crianças, aprendemos a reprimir e negar sentimentos. Muitos aprenderam que as humilhações e surras foram para o próprio bem e não provocam dores. E com isso aprende-se também a utilizar no futuro, a violência contra os outros ou contra si mesmo.

O que podemos fazer?

Tornar consciente o que sofremos e confrontar com os conhecimentos atuais. Perceber que éramos cegos porque tínhamos que nos proteger das dores, enquanto não tínhamos uma testemunha que pudesse nos ouvir com empatia.
O adulto, não é mais impotente, e pode oferecer a criança proteção e ouvido atento, para que possa expressar a seu modo e contar a sua história. Portanto, se você sofreu algum tipo de abuso, não tenha vergonha de procurar quem o ajude a entender sua história e encontrar sua verdade.

Existem emoções negativas e positivas?

expressõesemoções

          As emoções não são boas nem más, nem positivas ou negativas. Podem ser agradáveis ou desagradáveis mas são todas adaptativas, isto é, orientam-nos para a nossa sobrevivência.
          Na nossa cultura e sociedade está de alguma forma implícito que sentir algumas emoções é mau. Não devemos mostrar-nos tristes e o choro deve ser evitado, existindo uma pressão social para estarmos sempre bem dispostos e sorridentes. Fomos educados a não expressar raiva e quanto ao medo é só para os mais fracos. Expressões como “Homem que é homem não chora” ou “Não tens motivos para estar triste” é o mesmo que dizer: “Não expresses os teus sentimentos”. A falta de permissão e apoio para sentir e expressar as emoções e o desconforto experienciado leva a que muitas pessoas as anulem ou neguem, em vez de as regularem e expressarem adequadamente.
          Porque ficamos tristes, com raiva, com medo ou desesperados? Para que servem as emoções? Compreender os propósitos e as funções das emoções, pode ajudar-nos a entender como podemos ter “saúde” emocional e como mantê-la ou recuperá-la.
          Tomemos como exemplo a tristeza, uma resposta a uma perda de algo ou de alguém, habitualmente relacionada a uma situação passada. Por que sentimos tristeza? Tente pensar nos resultados de um bom choro, ou da quietude e descanso que acompanham esta emoção. A maioria das pessoas, depois de um período de tristeza intenso, fica com uma sensação de alívio, de limpeza, de se terem desprendido de algo. Este é um dos propósitos desta emoção: ajudar-nos a deixar ir o que já perdemos, o que já acabou e abrir espaço para o crescimento, para novas pessoas ou novas “coisas”. A tristeza também nos predispõe a descansar, a recuperar as energias, da mesma forma que descansaríamos e nos recuperaríamos depois de uma lesão física. Se a expressarmos adequadamente, entregamos o passado ao passado e mais facilmente nos movimentamos para o presente, prontos e abertos para novas possibilidades. Assim, processar a tristeza é potencialmente reparador, não esquecendo também a sua função de despertar a empatia nos outros, provocar o cuidado, convidar ao consolo e à ajuda.
          Agora imagine uma situação em que sentiu raiva, que se sentiu injustiçado ou enganado. Tente lembrar-se das sensações no seu corpo. Os punhos e os maxilares tendem a fechar-se, há uma tensão geral nos ombros, braços e pernas e o corpo fica mais quente. É a raiva, que nos faz “ferver” e mudar aquilo que acreditamos estar errado. Torna-nos mais fortes, mobiliza a nossa energia e cria em nós um impulso para a acção que visa superar um obstáculo. A sua expressão, adequada, tem como propósito defender os nossos direitos.
          Examinemos o medo. Diferentemente da raiva e da tristeza, está habitualmente relacionado com o futuro. É uma espécie de aviso sobre a possibilidade de alguma ameaça. O medo prepara-nos para o perigo, real ou imaginado. Ficamos alerta para algo que está prestes a acontecer. É uma reacção de luta ou fuga que leva a modificações fisiológicas: os músculos ficam tensos (o que nos deixa prontos a lutar ou fugir), a respiração acelerada e superficial, os batimentos cardíacos aumentam, sentimos o frio no estômago e os olhos ficam abertos e alerta, o que nos deixa mais despertos e conscientes. Estas modificações fisicas preparam-nos para enfrentar o perigo, para detectá-lo adequadamente, para eliminá-lo ou para fugir. Este é o propósito do medo, no entanto é uma emoção desvalorizada socialmente. Tornou-se comum para muitos homens a tentativa de negar as reações naturais associadas a esta emoção (“um homem não deve ter medo”), resultando daí uma série de distorções (esconder o medo com outras emoções) e de conseqüências devastadoras (por exemplo, comportamentos inapropriados ou disfuncionais).
          Quando o medo nos paralisa, incapacitando-nos para uma acção adequada, podemos estar perante traumas ou interferencias anteriores. Nestes casos, não só o medo, como qualquer outra emoção passa a ter um efeito desadaptativo e desorganizador sobre a personalidade.
          As emoções têm funções cruciais para nossa sobrevivência. O corpo responde com reações fisiológicas por algum motivo. Se a raiva, não tivesse um propósito biológico, nós viveríamos sempre calmos. Se a tristeza não tivesse um propósito biológico, nós nunca derramaríamos uma lágrima.
          Os exemplos anteriores foram lembrados para introduzir um princípio psicológico que me parece essencial: não existem emoções inúteis, prejudiciais ou negativas. Todas têm um propósito útil. Se forem negadas, suprimidas ou distorcidas, terão um efeito desastroso a curto ou a longo prazo sobre nós e sobre aqueles que nos rodeiam. A tristeza ou a raiva não processada adequadamente pode levar à depressão. Sentir tristeza é natural, faz parte da nossa biologia, a depressao é patologia. O mesmo acontece com o medo, se o negarmos corremos o risco de sofrermos de alguma perturbação de ansiedade.
          O conceito de emoções negativas, tem um significado de inútil ou prejudicial, que se refere ao facto de certas emoções serem sentidas como desagradáveis. Mesmo estas que sentimos subjetivamente como desagradáveis (tristeza, medo, raiva, etc.) são úteis, têm uma função precisa e devem ser experienciadas e expressadas adequadamente para que sejam potencialmente reparadoras.
          Pense nisto. Aceite as suas emoções e perceba as “mensagens” que o seu corpo lhe dá. Não só é licito sentir dor, raiva, medo ou tristeza, como é uma boa forma de prevenir o aparecimento de perturbações psicológicas.
          Se sentir dificuldade em entrar em contacto com as suas emoções e expressá-las apropriadamente não hesite em procurar ajuda de psicoterapia.

 

por Catarina de Castro Lopes

Fonte: http://white.pt/117493.html

25/02/2012

emoções

 

8 Alimentos que parecem saudáveis, mas não são

Nem todos os alimentos tidos como saudáveis são uma boa opção para emagrecer ou evitar doenças relacionadas à alimentação

barrinhadecereal Barrinhas de cereais estão entre os alimentos que não são tão saudáveis quanto parecem

Trocar uma lata de refrigerante por uma de chá é mais saudável? Depende. Ao contrário do que pode parecer, os chás de lata podem ter tanto açúcar quanto refrigerantes. Esse é apenas um exemplo de como alguns produtos “enganam”. Muitos deles, associados não só à perda de peso, mas a uma alimentação saudável, possuem diversas substâncias que podem causar doenças, como açúcar, gordura ou sal em excesso.

A principal culpada pela presença de substâncias “indesejáveis” em alimentos supostamente saudáveis é a industrialização dos alimentos. “Devemos tomar muito cuidado com aquilo que precisamos abrir a tampa ou tirar do pacote”, é o que costuma dizer a seus pacientes o endocrinologista Luciano Giacaglia, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

No processo de industrialização, além de sal, açúcar e gordura, são adicionadas diversas substâncias químicas para realçar sabor e fazer o produto durar mais tempo, muitas das quais ainda não se sabe bem que efeito podem ter a longo prazo no organismo. “Todo alimento industrializado, por mais que pareça natural, sofreu processos que promovem modificações e acarretam perda de nutrientes”, explica Celso Cukier, nutrólogo do hospital Albert Einstein.

Não é necessário, porém, ser radical e retirar da dieta todos os alimentos industrializados. “O problema é tornar isso um hábito e substituir todos os produtos naturais por industrializados”, explica Cláudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo Avançado de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês. Conheça alguns desses alimentos que parecem saudáveis, mas não são as melhores opções para perder peso ou mesmo cuidar da saúde.

Alimentos que parecem saudáveis,
mas não são:

Sucos de caixinha

Trocar o refrigerante por suco é um hábito que muita gente busca seguir, mas nem todos os sucos são assim tão saudáveis. Os sucos de caixinha contêm uma quantidade grande de açúcar, e mesmo as versões light ainda apresenta muitos conservantes (que podem prejudicar o funcionamento do intestino) e, em alguns casos, grandes quantidades de sódio. Muitas vitaminas presentes nas frutas são perdidas durante o processo de industrialização. Alguns fabricantes fazem a adição de vitaminas depois, mas mesmo assim a proporção não é a mesma dos sucos naturais. Sucos de polpa são um pouco mais interessantes nesse sentido, porque o processo de congelamento da fruta gera uma perda menor de vitaminas.

Os sucos naturais são a melhor opção, mas também é preciso ter cuidado. A principal perda na hora de fazer o suco de fruta são as fibras, que são importantes para a função intestinal. “Se for tomado rapidamente, de 30 a 60 minutos depois de ser feito, o suco natural preserva grande parte das vitaminas”, explica Celso Cukier, nutrólogo do hospital Albert Einstein. Fazer o suco de manhã para servir no almoço, portanto, não é o ideal. Apesar de ser natural, o suco de frutas ainda pode apresentar um alto índice glicêmico (capacidade do alimento de promover aumento da glicose sanguínea). “Diabéticos, principalmente, devem tomar cuidado com sucos, como de melancia e laranja, que elevam a glicemia”, afirma Cukier.

Além disso, para fazer um suco é comum utilizar uma grande quantidade de frutas, o que pode gerar um aporte calórico alto na dieta. “Se a pessoa não tiver a ingestão diária de frutas adequada (4 a 5 porções), o suco pode ser uma opção, mas não em excesso”, explica Maysa Guimarães, nutróloga dos Hospitais São Luiz, Leforte e Albert Einstein.

Bebidas esportivas

bebida-esportiva

O problema com essas bebidas é uma questão de finalidade. Elas são indicadas para aquilo que o próprio nome diz: para consumo após a prática esportiva intensa. As bebidas esportivas têm em sua composição grandes quantidades de sódio e potássio, e por isso são indicadas para atletas que praticam mais de uma hora de atividade aeróbica intensa. “Salvo em situações clinicas muito especificas, as bebidas esportivas não devem ser utilizadas pelo esportista comum, para quem água e uma dieta diária equilibrada são suficientes para mantê-lo saudável”, afirma Luciano Giacaglia.
Fontes: Celso Cukier, nutrólogo do hospital Albert Einstein; Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês; Luciano Giacaglia, endocrinologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), e Maysa Guimarães, nutróloga dos Hospitais São Luiz, Leforte e Albert Einstein.

Achou interessante este artigo? Quer saber mais? Para lêr o artigo na íntegra acesse:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/oito-alimentos-que-parecem-saudaveis-mas-nao-sao
Revista Veja 25/05/2013

EMAGRECER: UMA GRANDE REALIZAÇÃO!

          A obesidade é vista hoje como um problema de saúde pública devido ao seu crescente aumento e às graves conseqüências que pode trazer ao ser humano. Diante desse quadro preocupante, determinados comportamentos associados à alimentação, beleza, imagem corporal, qualidade de vida têm ganhado notoriedade nos diversos meios de comunicação.

A mídia seduz que uma pessoa feliz é aquela bem sucedida profissionalmente, que possui uma família em harmonia e uma aparência física apreciável. Porém não revela que para obter este ideal de perfeição a mesma precisa assumir tripla jornada. No trabalho, na família, na estética. No entanto, na corrida contra o tempo, deverá se alimentar de fast foods, comidas semi prontas, rápidas e sem um cuidado adequado no preparo. Nessa perspectiva, de maneira inevitável, houve mudanças nos hábitos alimentares e no padrão corporal da população. Augusto Cury ilustra bem este paradoxo da nossa sociedade em seu romance “Ditadura da Beleza”, no qual…

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Muito Além do Peso

 

 

Obesidade, a maior epidemia infantil da história.

“Um filme obrigatório para qualquer pessoa que se importe com a saúde das nossas crianças” Jamie Oliver

Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2.
Todos têm em sua base a obesidade.
O documentário discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

EMAGRECER: UMA GRANDE REALIZAÇÃO!

          A obesidade é vista hoje como um problema de saúde pública devido ao seu crescente aumento e às graves conseqüências que pode trazer ao ser humano. Diante desse quadro preocupante, determinados comportamentos associados à alimentação, beleza, imagem corporal, qualidade de vida têm ganhado notoriedade nos diversos meios de comunicação.

A mídia seduz que uma pessoa feliz é aquela bem sucedida profissionalmente, que possui uma família em harmonia e uma aparência física apreciável. Porém não revela que para obter este ideal de perfeição a mesma precisa assumir tripla jornada. No trabalho, na família, na estética. No entanto, na corrida contra o tempo, deverá se alimentar de fast foods, comidas semi prontas, rápidas e sem um cuidado adequado no preparo. Nessa perspectiva, de maneira inevitável, houve mudanças nos hábitos alimentares e no padrão corporal da população. Augusto Cury ilustra bem este paradoxo da nossa sociedade em seu romance “Ditadura da Beleza”, no qual o principal alvo são as mulheres.

Os padrões de beleza e os cuidados com o corpo variam culturalmente, no tempo e no espaço, se modificam conforme as gerações. Assim, a forma que a pessoa aprendeu a cuidar de si, como ela embeleza e alimenta o próprio corpo, além de revelar seu verdadeiro ser, pode exprimir diversos significados que permitem identificar, reconhecer e mostrar qual o lugar que o indivíduo ocupa na sociedade.

A amamentação é a primeira relação que o ser humano estabelece com o mundo. Concomitante a função básica de nutrição, surgem sensações que podem ser de carinho, prazer, aconchego, proteção. Neste ato de comer inicia-se, desde a infância, uma relação de afetividade com o alimento, onde o bebê depende inteiramente da pessoa que o alimenta. Neste momento estabelecem formas significativas de contato consigo, com o outro, com o mundo a sua volta. Estas maneiras de se relacionar, de se ajustar acompanham o indivíduo ao longo de sua vida.

Portanto, existe uma relação muito estreita entre obesidade e sentimento, entre emagrecimento e afetividade, emoções, sexualidade, auto-estima. Muitas vezes as pessoas insistem em dizer que estão mal no amor por que são obesas, colocando o excesso de peso como barreira para alcançar o que desejam. Na verdade, na maioria das situações, acontece exatamente o contrário! Estão obesas por que estão mal no amor “já que nada dá certo comigo, vou comer mesmo”.

A obesidade muitas vezes está ligada ás frustrações. No trabalho de pacientes com excesso de peso, pode-se perceber que a sustentação desse quadro clínico encontra-se em uma história de vida de comportamentos e escolhas também excessivas. Pessoas que são muito críticas consigo mesmas, que anseiam realizar tudo com extrema perfeição, que se apegam muito mais aos acontecimentos que deram errado, em relação aos que conseguiram conquistar.

Por conseguinte, muitas pessoas obesas não possuem tempo adequado para realizar as principais refeições de maneira tranqüila, pouco investem no lazer e atividades prazerosas, muitas vezes colocam os deveres acima de quaisquer necessidades pessoais. Quando a única forma de prazer da pessoa está associado ao alimento, seria covardia tirar este amuleto dela. Para tal, no processo de emagrecer, torna-se necessário entender a forma como estes indivíduos enfrentam as diversas situações do cotidiano e procurar outras formas de prazer e realização na vida.

Emagrecer pode ser uma das grandes oportunidades para uma realização de vida! Viver bem, com qualidade de vida, com sucesso, inclui também cuidar do corpo, se embelezar, sentir-se bonito, alegre e feliz.

Contato: nicollefontanela@yahoo.com.br

O CORPO FALA!

          Como já diria o ditado “o corpo fala mais que mil palavras”. Isso acontece porque o nosso organismo está muito atento ao que desponta em nós. Muitas vezes nem percebemos algo, mas aparecem sinais nos alertando. Afinal, o que o corpo quer nos dizer? Ao sentir forte dor de cabeça, podemos deduzir que algo está em desarmonia; diante de uma situação nova ou desconhecida, um frio na barriga pode nos revelar medo, insegurança ou pânico; rubor no rosto, palidez, suor frio, taquicardia, quando aparecem diante de um grupo de pessoas, de alguém que queremos conquistar ou de uma platéia pode revelar que estamos envergonhados, tímidos ou até apavorados; embargo na garganta talvez signifique que precisamos dizer algo que não foi dito.

          O corpo expressa nossas ansiedades, desejos, conquistas. E isso ocorre de forma natural, mesmo que nossas palavras tentem mostrar o contrário! Às vezes não percebemos ou não queremos enxergar, mentimos para nós mesmos, sentimentos que estão visíveis ao olhar dos outros. Temos a tendência de querer traduzir tudo em palavras, ao expressar os sentimentos. Mas, paradoxalmente, as palavras nos limitam. O corpo, sim, revela o que somos e não engana, ele é verdadeiro.

          Vivemos num mundo inundado pela palavra, pelas frases, pelas vozes. Estas que constituem discursos belos de pouco sentido, versos encantadores e vazios, inúmeras publicidades que nos seduzem a objetivos alheios. Fala-se, fala-se, fala-se demais e sente-se de menos. É o mundo da comunicação, onde nunca se esteve conectado a tantas pessoas e ao mesmo tempo, nunca tivemos um índice tão alto de depressão. Solidão das falas, escritas vazias, convivências superficiais. O mundo das comunicações é um mundo do indivíduo só.

          Mas nem tudo está perdido, pois há o mundo dos sentidos. Onde as palavras são desnecessárias, cabe ao indivíduo apenas sentir. Das cumplicidades, onde não se precisa dizer, das intuições incríveis, do encanto que perdura após uma atitude positiva, das afinidades, onde há empatia pelo outro sem que alguém tenha pedido. O que seria de nós se nosso corpo não nos mandasse esses recados? Ele nos faz, muitas vezes, parar para pensar, refletir e principalmente sentir. Experimentar emoções, sensações vitais que conduzem nossas vidas e guiam nossos comportamentos.

          Se pararmos um instante para perceber, nos damos conta que a primeira forma de contato que tivemos foi através do tato. Ainda quando éramos bebê, sentimos o calor do corpo de nossa mãe, aconchegante, quentinho, a sua mão nos enchendo de carinho, dedos delicados ao nos tocar e acariciar. E assim fomos aprendendo a fazer contato com os outros, com nossos pais, avós, parentes, conhecendo o mundo ao nosso redor. Como é importante o toque, o tato, a pele, foi assim que começamos a nos relacionar.

          Sentir a pele, o silêncio, o perfume, estes meios de comunicação, sem palavras, é uma prática cada vez mais rara. As pessoas, de um modo geral, embotam seus sentidos, prendendo-se à rotina. Hoje, os sentidos são tão pouco aproveitados que muitos de nós comemos qualquer coisa, não sentimos o paladar dos alimentos, nem percebemos o cheiro da comida e da bebida, não nos damos tempo para saborear.

          Ah, mas o corpo não nos engana, ele sim é sincero! Através dele nos comunicamos verdadeiramente, mostramos tudo aos outros, nossa história, nossos sentidos, as experiências que adquirimos ao longo da vida, nossos desejos. É nosso meio de praticar a intuição, a percepção das situações. O organismo nos diz a melhor maneira de agir no mundo, como conquistar o que tanto almejamos. Contudo, para saber o que ele diz é preciso sentir, entrar em contato. O corpo é sábio! Você está disposto a embarcar nessa viagem? Então vamos lá!

          O que seu corpo está lhe dizendo agora?

 Contato: nicollefontanela@yahoo.com.br